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Tricomoníase

É a infecção sexualmente transmissível, não viral, mais comum no mundo. Anualmente são registrados cerca de 140 milhões de casos globalmente, sendo 4,4 milhões apenas no Brasil.

Trichomonas vaginalis

    Trichomonas vaginalis é o agente etiológico da tricomoníase. Esse parasita é um protozoário flagelado anaeróbico facultativo, ou seja, que consegue sobreviver na presença e ausência de oxigênio, que gosta do pH entre 5 e 7,5 e temperaturas de 20°C e 40°C. Isso se torna importante pois se assemelha ao ambiente vaginal.


    T. vaginalis habita a mucosa vaginal, prepúcio, uretra e próstata, e não sobrevive fora do sistema urogenital. As células epiteliais cervicais e vaginais apoiam a aderência do parasita, sobrevivência e replicação no trato genital. Durante a menstruação, o fluxo menstrual fornece nutrientes ao parasita como aumento do ferro na região, que é fundamental na sua regulação genética. Além de ser capaz de manter o glicogênio em reserva como forma de energia.


    Após se fixar no trato genital, o protozoário se multiplica por fissão binária e gera colônias. Por fim, seu período de incubação, isto é, o tempo entre a contaminação e o aparecimento do sintomas, varia geralmente entre 4 a 28 dias.

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Como a tricomoníase é contraída?

    O Trichomonas vaginalis é um parasita que só infecta o ser humano e é quase sempre sexualmente transmissível. Curiosamente, a transmissão só se dá através do sexo entre mulher e homem ou entre mulher e mulher. Entre homens é pouco comum, isso ocorre porque o parasito só infecta o pênis ou a vagina, sendo rara a contaminação de outras partes do corpo, tais como as mãos, a boca e o ânus.


    Diferente da mulher, os homens possuem o líquido prostático rico em zinco que é altamente tóxico para o agente etiológico, fazendo-o assim durar apenas 6 horas. Logo, a tricomoníase em homens pode ou não apresentar sintomas.


    A transmissão do T. vaginalis também pode acontecer através de roupas e toalhas compartilhadas, mesmo sendo incomum.

Quadro Clínico

    Em mulheres:

►Dor

►Irritação da vulva

►Prurido (coceira)

►Dificuldade de urinar

Odor forte e desagradável

►Corrimento amarelado ou amarelo-esverdeado

*Esses sintomas podem variar de acordo com cada caso.

    Entretanto, em alguns casos, essa doença pode permanecer meses sem apresentar nenhum sintoma, dificultando o tratamento após a descoberta.

    Em homens:

►Prurido (coceira)

►Ulceração peniana (lesões no pênis)

►Disúria (dor e desconforto ao urinar)

►Uretrite (inflamação ou infecção da uretra)

►Sensação de queimação imediatamente após a relação sexual

*Esses sintomas podem variar de acordo com cada caso.

    Complicações são raras, mas podem incluir epididimite, infertilidade e prostatite.

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Como identificar



    A tricomoníase pode ser facilmente confundida com outras doenças sexualmente transmissíveis (DST's) devido aos seus sintomas. Entretanto, diferente da candidíase, que causa apenas prurido, e da vaginose bacteriana, que causa somente mau cheiro, a tricomoníase produz ambos prurido e mau cheiro, além de um corrimento amarelo-esverdeado purulento (em que há pus).


    Outra diferença entre elas é que o agente etiológico da tricomoníase é um protozoário, enquanto das outras é um fungo e uma bactéria, respectivamente. Mesmo não sendo possível observar isso normalmente, com os devidos exames é facilmente descoberto.


    Mesmo assim, sempre é aconselhado a ida ao médico para fazer os devidos exames e não se autodiagnosticar. Realizar o tratamento errado pode piorar a doença ao invés de tratá-la.

Diagnóstico

    É uma doença de transmissão transversal, por isso pode ser diagnosticada por meio de exames de sangue e PCR (proteína c-reativa).

    Além, disso em mulheres é recomendado o exame Papanicolau (preventivo), mesmo possuindo baixa sensibilidade, deixando passar cerca de 50% dos casos, além de ter uma alta taxa de falso positivo.

    E, em homens, o exame de cultura de urina, após massagem prostática. É recomendado que seja realizada a massagem prostática, tendo em vista que muitos deles com a idade entre 16 e 22 anos apresentaram-se positivos para tricomoníase, quando submetidos à ela.

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Tratamento

   Quanto à medida terapêutica, podem ser administrados fármacos, como o metronidazol e o tinidazol, que são os únicos que oferecem terapia curativa para a tricomoníase. Normalmente é recomendado o uso de antimicrobianos por cerca de 5 ou 7 dias, dependendo do antibiótico utilizado, com o objetivo de aliviar os sintomas e eliminar o parasita.

    Sendo importante lembrar de sempre de consultar um médico antes da ingestão de qualquer medicamento.

    Aconselha-se também que ambas as pessoas que tiveram relação sexual nesse período da descoberta da doença realizem o tratamento, isso se dá porque os sintomas podem demorar até 28 dias para aparecer - devido ao ciclo do protozoário - e alguns casos de infecção podem ser assintomáticos.

    

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Profilaxia


    Profilaxia é a utilização de procedimentos e recursos para prevenir e evitar doenças. 


    No caso da tricomoníase, sua profilaxia inclui as mesmas medidas destinadas às outras DSTs, como prática de sexo seguro e com o uso de preservativos.

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Curiosidades

  • Tricomoníase causa sangramento?
        A tricomoníase pode provocar uma inflamação no colo uterino e provocar sangramento.
  • A tricomoníase causa feridas?
        No caso das mulheres pode apresentar eritema (vermelhidão), grande ou pequeno edema (inchaço) e pequenas feridas na vulva e na vagina.
  • Tricomoníase pode causar infertilidade feminina?
        Mulheres que apresentam maiores infecções, ou casos repetitivos apresentam grande risco de infertilidade.
  • A tricomoníase pode aparecer no homem?
        Sim, através do ato sexual com uma parceira infectada. No entanto, os homens, muitas vezes não apresentam sintomas da doença, mas ainda sim, conseguem transmití-la para outras mulheres.
  • Quem está com tricomoníase pode ter relações sexuais?
        Não, é importante esperar de 7 a 10 dias após o fim do tratamento para voltar a ter relações sexuais.
  • É possível ter tricomoníase na boca?
        Caso ocorra relações orais o parasita não sobrevive por muito tempo, por conta do pH que é menor que 4,5, então não há como ter tricomoníase na cavidade oral.
  • O Trichomonas vaginalis fica no sangue?
        Não, eles estão presentes no epitélio escamoso da vagina ou uretra mais comumente.
  • Tricomoníase é uma doença grave?
        Se não tratada ela pode arretar complicações sérias, como (infecção do útero, anexos e da cavidade abdominal), muitas mulheres que se curaram, obtiveram uma reinfecção, devido a exposição ao protozoário.
  • O que acontece quando se contraí tricomoníase durante a gravidez?
        A tricomoníase em mulheres gravidas, pode aumentar o risco de nascimento prematuro, rotura prematura das membranas e até mesmo óbito fetal.
  • É possível contrair outras DST/IST's quanto se está com tricomoníase?
        Sim, o protozoário causa lesão do epitélio vaginal, levando à formação de úlceras microscópicas que aumentam o risco de contaminação por outras DST/IST's, nomeadamente o HIV, HPV, herpes genital, gonorreia e clamídia.

Referências

Participantes:

  • Giulia Ramos
  • Juliana Larque
  • Laura Leonora
  • Vitória Perez
  • Luis Delgado

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